Em 30 anos, este é o primeiro dia dos namorados em que o meu estatuto mudou.
Perante a Igreja, Deus, os amigos e todo o mundo, já não sou namorada e ele já não é o meu namorado.Mas isso é só mesmo no papel, porque na prática somos namorados todos os dias, todo o tempo.
O casamento não mudou nada...mais que isso, insisto em dirigir-me a ele, como namorado.
São poucas as vezes que o nomeio de marido. Talvez por soar tão raro... ou talvez, porque ao fazê-lo me estou a outorgar uma responsabilodade aliada a idade, que teimo em não aceitar.
Assim que hoje é dia dos namorados, e o meu dia também (ainda que esteje casada).
Claro que por que casámos, não estamos condicionados a não comemorar o dia dos namorados. Afinal este dia é o dia de S. Valentim, e segundo a história,(ver mais abaixo, fontes da wikipedia) Valentim, era um bispo romano que celebrava casamentos contra a vontade do imperador CláudioII.
Talvez então o "Dia dos Namorados", devesse passar a chamar-se "Dia dos Casados", ou então, visto que a sua base é o amor, "Dia dos Apaixonados".
Seja como for, aqui em casa comemora-se este dia.
Não só hoje (14 de Fevereiro), mas sim todos os dias do ano.
É tão bom amar e ser correspondido.
História de São Valentim:
O imperador Cláudio II, durante seu governo , proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, se não tivessem família, alistar-se-iam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Astérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.
Entretanto, desde 1969 sua data não é mais celebrada oficialmente pela Igreja Católica em função da precariedade de comprovações históricas que levam em questão até mesmo a sua existência.
Fontes:
Texto: Sandra Pereira e wikipédia
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