Um curto comunicado no site da Apple dava conta ontem (5-10-2011)
do falecimento do seu fundador, Steve Jobs, que sofria de um cancro no
pâncreas.
A 24 de agosto Jobs havia anunciado numa carta aos
empregados da empresa que renunicava ao cargo de CEO (presidente
executivo). O criador de uma das mais famosa empresa do SiliconValley
californiano faleceu com 56 anos em sua casa em Palo Alto.
No comunicado da empresa referia-se que, devido à criatividade de Jobs, o "mundo está incomparavelmente melhor".
Fãs das criações de Jobs e da Apple fizeram vigílias à
porta das lojas da empresa em várias partes do mundo, com destaque para a
loja ao fundo da 5ª Avenida, junto ao início do Central Park, em Nova
Iorque, que está 24 horas aberta.
O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou que "o mundo perdeu um visionário".
O fundador da Apple deixou a empresa no seu auge de
capitalização bolsista. Durante a recente derrocada bolsista ultrapassou
a Exxon, a "rainha" dos petróleos, e alcançou o primeiro lugar nos
Estados Unidos durante vários dias.
No dia (5 de outubro) do falecimento de Steve Jobs, a
Apple tinha uma capitalização de 350,67 mil milhões de dólares no Nasdaq
e as suas acções valiam 378,25 dólares cada uma. A Exxon Mobil, nesse
dia, atingiu uma capitalização bolsista de 359,55 mil milhões de
dólares, colocando-se em primeiro lugar, num taco-a-taco que se tem
prolongado.
A "guerra" pelo primeiro lugar na capitalização
bolsista nos EUA entre a mais valiosa empresa filha da revolução das
tecnologias de informação dos anos 1970 e 1980 e o "dinossauro" da era
dos petróleos irá continuar.
O empreendedor/inovador do Silicon Valley
Nascido em São Francisco em 1955, criado como filho
adoptivo, sem ter concluído a universidade (tal como Bill Gates),
budista de confissão, criou em 1976 a Apple numa típica garagem de casa
californiana com o seu amigo Steve Wozniak. A revista Forbes estima a
sua fortuna em 7 mil milhões de dólares.
É apontado como o exemplo típico do
empreendedor/inovador bem sucedido do Silicon Valley e tornou-se, tal
como os inventos que lançou, um ícone.
Inovou com o computador pessoal Apple II no final dos
anos 1970, depois com o Macintosh em 1984. Esteve fora da empresa entre
1985 e 1997 e regressou para iniciar uma saga de inovações, a troika formada pelo IPod, IPhone e IPad.












