#1 “quem casa quer casa”
Por algo será que as famílias não vivem todas juntas num
mesmo palacete. Quantos seriam dentro dele? Quantos feitios diferentes
chocariam entre si no dia-a-dia? Quem cozinharia amanhã? Quem resistiria a este
modelo de vida?
Há uns(largos) anos ouvi alguém dizer algo do género (na
altura não percebi muito bem):
# 2 “agora constitui família mais a minha Maria (nome
fictício). Juntos vamos aumentá-la e ter a nossa família… esta será agora a
minha família”.
Lá está. “Quem casa quer casa”. É certo que lá porque nos
casamos e damos início à Nossa família, não é por isso que vamos rejeitar a
família biológica. Não é por isso que deixamos de ter pais, tios, primos,
irmãos, avós…não.
MAS, se as pessoas se casam e mudam de casa,
·
não será porque querem, mais que o seu espaço e
a sua privacidade como casal, a liberdade de poder viver as suas vidas do jeito
e da maneira que bem lhes apetecer?
·
não será a elas que lhes compete decidir e
redirecionar a sua vida do jeito que mais lhes convém?
·
não será a eles que compete decidir quem pode e
quem não, quando e porquê fazer parte de todos, de alguns, ou de nenhum momento
das suas vidas?
E o que acontece quando os valores em que a nova família acredita são violados?
E o que acontece se são infringidos por quem menos
esperamos? Onde fica o carinho e a confiança no meio deste desastre emocional?
Porque fulano não vive sem a família toda atrás, e se
resiste, até, em sair da casa dos pais, no auge dos seus 40 anos, não significa
que beltrano tenha os mesmos ideais.
Ou
Porque beltrano não tome nenhuma decisão na vida sem a
presença/opinião/decisão da família biológica, não quer dizer que fulano aja da
mesma maneira.
Nenhum filho é igual a nenhum outro. Nenhum.
E nenhum casal é igual a nenhum outro. Nenhum.
Cada qual e cada um, sabe qual o melhor caminho a escolher
na sua vida, da forma que for, com quem for, como for. E aqui, já seja de que
jeito for, aos outros, se querem continuar a viver felizes para sempre, resta
apenas Respeitar e Aceitar.
1.
Aceitar que nem todos gostam de viver debaixo da
asa do pai/mãe, e que há os que adoram voar sem teias de aranha a incomodar o
caminho.
2.
E que existem também, aqueles para quem a
liberdade e independência, são mais que uma forma de expressão: são um modo
natural de viver.
3.
Assim como há que aceitar: Que existem aqueles
que precisam dos pais para tudo e mais alguma coisa.
Afinal o que é que está certo e está errado?
Afinal, qual é a forma correta de viver? De fazer as coisas?
Não existe.
Existe apenas uma coisa, para quem deseja continuar a fazer
parte: Respeitar e Aceitar. Não basta respeitar se depois faz o que bem lhe apetecer. E não basta aceitar se depois continua a não respeitar as decisões alheias. Então tem que ser um mútuo "acordo", para que ninguém saia lesado.
Fontes:
Texto: Sandra Pereira
Foto: Google Images



























