sexta-feira, 7 de julho de 2017

Quando não se respeitam os valores da “nova família”


#1 “quem casa quer casa”

Por algo será que as famílias não vivem todas juntas num mesmo palacete. Quantos seriam dentro dele? Quantos feitios diferentes chocariam entre si no dia-a-dia? Quem cozinharia amanhã? Quem resistiria a este modelo de vida?

Há uns(largos) anos ouvi alguém dizer algo do género (na altura não percebi muito bem):

# 2 “agora constitui família mais a minha Maria (nome fictício). Juntos vamos aumentá-la e ter a nossa família… esta será agora a minha família”.

Lá está. “Quem casa quer casa”. É certo que lá porque nos casamos e damos início à Nossa família, não é por isso que vamos rejeitar a família biológica. Não é por isso que deixamos de ter pais, tios, primos, irmãos, avós…não.

MAS, se as pessoas se casam e mudam de casa,
·         não será porque querem, mais que o seu espaço e a sua privacidade como casal, a liberdade de poder viver as suas vidas do jeito e da maneira que bem lhes apetecer?
·         não será a elas que lhes compete decidir e redirecionar a sua vida do jeito que mais lhes convém?
·         não será a eles que compete decidir quem pode e quem não, quando e porquê fazer parte de todos, de alguns, ou de nenhum momento das suas vidas?

E o que acontece quando os valores em que a nova família acredita são violados?
E o que acontece se são infringidos por quem menos esperamos? Onde fica o carinho e a confiança no meio deste desastre emocional?

Porque fulano não vive sem a família toda atrás, e se resiste, até, em sair da casa dos pais, no auge dos seus 40 anos, não significa que beltrano tenha os mesmos ideais.

Ou

Porque beltrano não tome nenhuma decisão na vida sem a presença/opinião/decisão da família biológica, não quer dizer que fulano aja da mesma maneira.

Nenhuma pessoa é igual a nenhuma outra. Nenhuma.
Nenhum filho é igual a nenhum outro. Nenhum.
E nenhum casal é igual a nenhum outro. Nenhum.
Cada qual e cada um, sabe qual o melhor caminho a escolher na sua vida, da forma que for, com quem for, como for. E aqui, já seja de que jeito for, aos outros, se querem continuar a viver felizes para sempre, resta apenas Respeitar e Aceitar.
1.       Aceitar que nem todos gostam de viver debaixo da asa do pai/mãe, e que há os que adoram voar sem teias de aranha a incomodar o caminho.
2.       E que existem também, aqueles para quem a liberdade e independência, são mais que uma forma de expressão: são um modo natural de viver.
3.       Assim como há que aceitar: Que existem aqueles que precisam dos pais para tudo e mais alguma coisa.
Afinal o que é que está certo e está errado?
Afinal, qual é a forma correta de viver? De fazer as coisas?
Não existe.

Existe apenas uma coisa, para quem deseja continuar a fazer parte: Respeitar e Aceitar. Não basta respeitar se depois faz o que bem lhe apetecer. E não basta aceitar se depois continua a não respeitar as decisões alheias. Então tem que ser um mútuo "acordo", para que ninguém saia lesado.

Fontes:
Texto: Sandra Pereira
Foto: Google Images
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