Aparências. Muitos vivem delas. E se assim não for, parece
que não têm vida própria.
Sempre enfiados nas vidas alheias. É tanto blá blá
blá… e depois na hora da verdade são uns miseráveis.
E o mesmo se passa com aqueles que apregoam tanta felicidade
onde ela não existe. E casos destes são mais do que aqueles que pensamos. E mesmo
ali ao nosso lado. Basta olhar com atenção.
Isto, porque vivemos |sempre foi assim, mas agora mais| na
era do exibicionismo. Fulano tem X? Eu tenho XY. Pumba. Não posso? Não faz mal. Invento maneira de o conseguir.
Passo vergonha com 3, mas faço vista boa perante 100!!! É este o reflexo geral da nossa presente sociedade. Uns miseráveis.
Mas já se sabe, que perigoso, é viver infeliz. Há que
combater o perigo, então. Nem que seja com mentiras. Criando um abismo sem
volta. Jamais acordarão. Jamais cairão em si e na dura realidade. E se sim, jamais
a aceitarão. É como uma bola de neve que cresce, cresce e cresce. O que
acontece quando chega o calor? O mesmo que estes ilusos que vivem delas, das aparências. Não há volta atrás. Ficam diminuídos à sua insignificância para
sempre.
Aparências, é exatamente o tipo de dependência em que vive
mais de metade da nossa sociedade. Tudo isso não tem mal, sempre e quando não
prejudiquem a 3os (terceiros). Sim, porque da vida de cada um, cada um a
sabe. E nós, os outros, nada a ver com isso.
“O facto do mar estar calmo na superfície , não significa
que algo não esteja acontecendo nas profundezas” - O Mundo de Sofia
Fontes:
Texto: Sandra Pereira
Foto: GoogleImages

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