quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ordem certa das coisas | da minha vida |


A cada dia que passa, tenho sempre mais e mais a certeza (absoluta) desta ordem certa da minha vida. Eles. Primeiro eles. Amor. Dedicar-me a eles como se não houvesse amanhã.  Não há nada mais precioso que eles. Estar com eles. Desfrutar deles. Vê-los crescer.

Não há trabalho nenhum, nem nenhum mísero (ou talvez nem tanto (pelo menos aqui no Luxemburgo)) salário, que fale mais alto que a sorte de ser mãe. A tempo inteiro. Nenhum dinheiro do mundo vale mais que isto. Nenhum. Nenhum trabalho e nenhum dinheiro do mundo me faz sentir melhor, do que este. É tudo o que necessito para me sentir realizada. Cheia de auto-estima. Nenhum trabalho me faz sentir melhor, ou mais inserida na sociedade, ou apenas mais útil, que saber que estou aqui. No caminho certo. O do amor.

Não preciso que nenhuma empresa e nenhum salário me deem isso. Tudo o que preciso é saber que os meus filhos estão bem. Que são crianças felizes. Quero que eles sintam em mim o pilar mãe, e não no próximo. Terão anos de mais, para viverem “fora de mim”. São muitos os dias que se avizinham, em que irão passar muito tempo fora, em que não poderei olhar para eles, em que não lhes poderei dar um abraço sempre que apeteça. Onde o colo deixará de existir.

E porque a vida é um fósforo eu tenho mais que aproveitar é agora. Enquanto o posso ser, enquanto que as regras da sociedade o permitem. Já chegará o tempo que passarão mais tempo fora que dentro.

O que mais pena me dá, é que para eu estar tão presente, o pai não o possa estar.

Lá está. As regras da sociedade. São elas que ditam a nossa vida.
Porém adoro esta sensação de poder contrariar. Porque sei que há mães e pais que gostariam e não podem. E percebo a dor que sentem de não poder estar com os filhos…principalmente nestes primeiros anos das suas vidas.
Porque o amor, o carinho, a auto-estima, estes são primordiais agora. Nos primeiros anos da vida do bebé / criança. Sou totalmente apologista da ideia dos pais sempre que podem, ficarem com os filhos. Porque estes momentos nunca mais virão. E porque como se ouve muito por aí dizer, as crianças não sabem o que é o dinheiro. Não ligam a bens materiais. Eles querem colo. Gargalhadas. Correr atrás dos pais. Jogar à bola ou aos médicos. Jogar ao esconde-esconde. As crianças querem a PRESENÇA dos pais. Não a de um educador, e a de uns amiguinhos que lhes foram impingidos em tenra idade, só porque os pais têm que trabalhar, para se sentirem pessoas (salvo aqueles que têm mesmo necessidade de o fazer, é até para esses casos que existem os infantários). Sim é uma crítica. Mas claro. Cada um sabe de si…

E eu estou aqui é para dizer, que sim, que tenho mesmo a felicidade de saber que esta é a ordem certa da minha vida. O amor. Os meus filhos. Ser/estar para eles. Deitar um filho ao mundo para serem outros a desfrutar deles, não obrigada. Acho até um egoísmo enorme da parte de quem comete esta aberração.

** Se teria uma conta bancária muito mais gorda que aquela que tenho, estando a trabalhar? Sim. A resposta é sim. Mas para que me servia esse dinheiro se depois os meus filhos seriam uns subordinados precoces desta sociedade e nenhum de nós seria feliz? Para quê tantos euros na conta se depois não os posso desfrutar felizmente. Para salvaguardar um futuro? A vida é um fósforo!!

Sim, esta é a ordem certa da minha vida. Eles.


Fontes:
Texto: Sandra Pereira
Fotos: GoogleImages

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Aparências

Aparências. Muitos vivem delas. E se assim não for, parece que não têm vida própria.
Sempre enfiados nas vidas alheias. É tanto blá blá blá… e depois na hora da verdade são uns miseráveis.

E o mesmo se passa com aqueles que apregoam tanta felicidade onde ela não existe. E casos destes são mais do que aqueles que pensamos. E mesmo ali ao nosso lado. Basta olhar com atenção.

Isto, porque vivemos |sempre foi assim, mas agora mais| na era do exibicionismo. Fulano tem X? Eu tenho XY. Pumba. Não posso? Não faz mal. Invento maneira de o conseguir. Passo vergonha com 3, mas faço vista boa perante 100!!! É este o reflexo geral da nossa presente sociedade. Uns miseráveis.

Mas já se sabe, que perigoso, é viver infeliz. Há que combater o perigo, então. Nem que seja com mentiras. Criando um abismo sem volta. Jamais acordarão. Jamais cairão em si e na dura realidade. E se sim, jamais a aceitarão. É como uma bola de neve que cresce, cresce e cresce. O que acontece quando chega o calor? O mesmo que estes ilusos que vivem delas, das aparências. Não há volta atrás. Ficam diminuídos à sua insignificância para sempre.

Aparências, é exatamente o tipo de dependência em que vive mais de metade da nossa sociedade. Tudo isso não tem mal, sempre e quando não prejudiquem a 3os (terceiros). Sim, porque da vida de cada um, cada um a sabe. E nós, os outros, nada a ver com isso.


“O facto do mar estar calmo na superfície , não significa que algo não esteja acontecendo nas profundezas”  - O Mundo de Sofia

Fontes:
Texto: Sandra Pereira
Foto: GoogleImages

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Liberdade na Amizade

Esta sou eu.
Amiga dos meus amigos. Disponível sempre e para os que assim o desejarem. Com uma palavra quando é tempo disso. E um abraço quando as palavras sobram ou simplesmente não se encaixam no contexto. Sou amiga de quem me quer bem. E até tentei ser amiga de quem menos me quiz bem...
Esta sou eu.

Contudo, porque quase sempre há um mas, eu gosto, amo, os meus amigos, mas não gosto desse lado de obrigação. Não gosto desse lado de estar porque sim, de ligar porque devo, de mandar mensagem porque fica bem, de sair porque se não o fizer alguém me vai olhar de lado....
Não. Não tenho porquê viver obrigada as minhas amizades. Para mim isso não existe. E isto é válido tanto para as amizades, como para a família, algum ou outro conhecido, relações profissionais...
Relações "obrigacionadas"?? Não obrigada.


Valoro e muito a espontaneidade. A simplicidade de uma relação.

Relações descomplicadas, sem horas nem porquês. Sem exigências. Tão bom. 

Há que cuidar a amizade sim. As amizades não são um "por favor". São carinho, abraços, discussões e pazes, gargalhadas e lágrimas. A amizade é terapia. A terapia dos dias cansados e apagados. E é também vida. Amizade é um bem precioso que se não for regada regularmente, vai secando até morrer.  Mas no dia-a-dia existem contextos para o fazer de forma espontânea. Basta com seguir o coração. E nada de exageros. Todo o exagero pode levar ao cansaço, fartanço e posteriormente à ruptura. E quando há uma ruptura é difícil voltar ao que foi antes. É coo aquela frase "...posso até perdoar, mas não esqueço!"

" A amizade nunca foi e nunca será uma questão de presença física. Porque amigo não precisa estar. Amigo precisa ser." Tudo dito.

Boas amizades desse lado.


Fontes:
Texto: Sandra Pereira
Foto: Google Images

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Feliz Dia da Criança


Assim é a vida...

Em menos de nada o cenário muda.
Novos horizonte surgem.
Novos ares, novos dias, novos ventos, novos interesses, novos amigos, novos amores...
Quero ficar contudo, com a certeza que este amor que vos dou sirva de vínculo forte e inquebrável por todo o sempre entre nós. Quero ficar com a certeza que sabereis sempre que estou aqui seja quando e em que circunstância for.
Quero ser sempre o vosso porto seguro, e o ponto de regresso.
A primeira escolha quando necessitem ( e não).
Quero ser sempre o vosso farol, e que esta luz nunca, nunca, nunca se apague.

Mas quero mais que tudo que sejam crianças sempre felizes.
Que a felicidade vos inunde de tal modo que nunca conheceis a tristeza.
Na criança feliz se vê um adulto forte, determinado, destemido, FELIZ.
Por agora sei que o são e com isso me basta.  
Continuemos a fazer o nosso caminho assim. Na base do amor. 

Fontes: 
Texto: Sandra Pereira
Fotos: Google Images


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