quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quem espera desespera

Esta casa foi a nossa melhor amiga nestes quase últimos 4 anos. Acolheu-nos aos 3 com muito conforto e bem-estar. Para dois humanos e uma mascote, foi perfeita, eu diria que é a casa ideal (salvo quando se tem visitas, que tinha que fazer malabarismos impossíveis mas concretizáveis).

Mas desde Outubro que esta casa deixou de fazer sentido para nós. De repente ficou pequena, minúscula, já não serve e é totalmente inadequada para nós, porque nós somos uma familia em crescimento! De repente não há espaço para nada, as coisas não cabem, a Nara esbarra em tudo, e eu por mais malabarismos impossiveis que faça, e nisso sou muito boa, cheguei ao meu limite. Basta. Recuso-me a viver assim. esta situação é insustentável (sustentável até ao momento, mas insustentável dentro de menos de 4 meses). 

Já não quero mais viver aqui.
E de repente o charme e o conforto desta casinha que foi tão acolhedora nestes últimos quase 4 anos desapareceu. As malas estão meio feitas. Pelo corredor é fácil esbarrar em caixas, caixinhas e caixotes. A nova decoração da casa é fria, impessoal, cheira a papel e bastante amontonada (caixas sobre caixas). Não podemos receber visitas, porque o quarto que as recebia está transformado num trastero, com espaço apenas para me mover sobre mim mesma...
E estamos assim desde Outubro... E quando se tem i m e n s a vontade de mudar de vida, toda e qualquer espera se torna desesperante!!



Fontes:
Texto e Fotos: Sandra Pereira
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