quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Facebook

Sou emigrante, e talvez mais por isso, seja uma pessoa viciada em tudo, ou quase tudo, o que sejam aplicações e redes socias activas e momentãneas. E o facebook é uma dessas coisas. Contudo e lamentavelmente há que dizer que os tempos de alegria do facebook já lá vão há muito tempo. Aquilo que era uma rede social aberta a coisas, pensamentos e partilhas positivas, está agora transformado num local deprimente, decadente e sem nível nenhum. Salvo algumas excepções, claro. E isso faz-me pensar em algo: será que as pessoas mudaram? será que foram os tempos que mudaram? será que as pessoas estão mais amargadas que há  anos atrás? será que há amizades a mais no meu facebook? Bueno, seja o que for o certo é que a cada 10 post, 4 são para dar facadas(entenda-se aqui facadas no sentido lato da palavra), mandar bocas, e fazer comentários totalmente fora de lugar e totalmente desproporcionados. Mas será que na vida real as pessoas se falam mesmo? Se sorriem ou continuam a mandar bocas embora de uma forma mais suave e menos visível? 

Seja como for, esses estados de espírito são tão pobres que não merecem nem a minha nem a atenção de ninguém que se sinta no seu lugar, merecendo apenas a atenção de outras pessoas que se encontram no mesmo estado de espírito: pobres de amor próprio, de consciência e sem sombra de dúvidas umas amargadas que caminham pela vida, muitas vezes também apregoando uma falsa felicidade que não vivem!!!! Creio também que da mesma maneira que o facebook nos oferece a possibilidade de selecionar amigos, conhecidos, amigos intimos, grupos de amigos, quem pode comentar, quem não, quem pode ver ou não...deveria também dar a oportunidade de bloquear este tipo de post no nosso mural, filtrando apenas os post positivos e cheios de ânimo, conferindo-nos uns dias mais animados...

Mas claro, também há gente boa e comentários positivos e cheios de ãnimo e não é justo o santo pagar pelo pecador, assim que o facebook para mim continua a ser o que sempre foi, um meio de comunicação com todos os que me são queridos e estão longe e fazem questão de permanecer na minha vida e vice-versa. Por essas pessoas continuo a dar crédito ao meu facebook, até que esses que me importam não se viciem também como eu e outros amigos mais noutras aplicações, mais sinceras e positivas como Skype, Viber, Whatsapp...

Contudo estou quase certa de uma coisa, o baixo rendimento que lhe dou comparado com anos anteriores vai continuar a diminuir...menos fotos (as muitas que tinha fiz questão de eliminar), menos comentários, menos interacção, menos tudo, interagindo só o necessário para não descuidar e deixar morrer algumas amizades...



Fontes:
Texto e Fotos: Sandra Pereira
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