segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lágrimas por Jonh Q

É verdade, assumidissima, que sou uma chorona.
Choro por tudo e por nada.
Por felicidade, por alegria, por emoção, por saudade, por tristeza....choro, choro...
Sou emotivamente emotiva.

Há imensas coisas que me fazem saltar as lágrimas.
Filmes inclusivamente.

Eu sei que é antigo e que o facto de já o ter visto várias vezes, me poderia ter dado o fôlego suficiente, para saber conter as lágrimas, e não chorar como se não houvesse amanhã...mas os sentimentos afloram-se-me sempre e atingem o meu lado mais sensivel sem que eu possa tomar rédeas no assunto.
Não tenho (capacidade) nem sei como me conter e ser forte...
Simplesmente deixo que elas (lágrimas) ganhem vida e descubram o caminho por entre o meu rosto, até chegarem ao centro de onde se desencadeia tudo. O meu peito. O meu coração.

É apenas um filme.
Não sei se algum pai, na vida real fez o que este pai fez (e queria fazer).
Não sei muitas coisas...mas sei que entre otras coisas (como a denuncia de burocracias que ganham à humanidade), este filme é sem sombra de dúvidas um ataque a qualquer coração. Creio que até o mais forte e insensível dos seres humanos, ficará no mínimo sensibilizado ( se tiver oportunidade de o ver).

Sentimentos verdadeiros, amor genuíno, dor, e dureza, muita dureza. Um homem disposto a abdicar da sua vida, disposto a suicidar-se, para salvar o seu filho, ainda que esse gesto o proiba de o ver crescer. Um amor genuinamente grande e sincero capaz de suscitar em mim um respeito enorme pelo amor que um pai sente por um filho.

Falo assim, porque não sou mãe.
Tenho a certeza que no dia que tiver uma vida á qual eu dei a vida, e voltar a ver este filme, nesse meu novo estatuto (mãe), irei sem sombra de dúvida descubrir sentimentos com este filme que ainda não descubri (ao longo destas sessões de cinema, como disse já vi este filme muitas vezes)
Irei sentir coisas que não sei que existem.
E irei chorar muito. MUITO mesmo.

E depois está o outro lado sensivel, que me toca o coração tanto ou mais que o propósito deste homem. Está o seu discurso (ao despedir-se do seu filho) leal, honesto, humilde, simples, mas onde contém o essencial da vida de um homem.
O amor, o respeito, sinceridade e humildade.
4 premissas na qual se deve basear a vida de todo e qualquer ser humano. Nem mais nem menos. Um discurso exageradamente sensível que toca sim, ou sim, no coração de qualquer ser que se preze.




Fontes:
Texto: Sandra Pereira
Fotos: Google Images
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