sábado, 21 de janeiro de 2012

Ser ou nao ser mae a "full time"?? Eis a questao...

Depois de anos de luta pela igualdade de direitos, a mulher passou a ter como opção desenvolver a sua carreira: trabalhar em áreas que estavam normalmente associadas aos homens e a poder realizar-se profissionalment. E, neste momento, para algumas mulheres esta realização profissional é indispensável. A questão agora coloca-se de maneira inversa: “se só me dedicar à casa e aos filhos, serei preguiçosa, descuidada ou menos do que as outras mulheres?” Como diz o povo, “não há fome que não dê em fartura”.

Hoje em dia, com a conjuntura económica mundial, muitos agregados familiares com filhos, perdem dinheiro ao manterem os dois elementos do casal a trabalhar. Isto porque, somando refeições fora e transporte para todos, colégios/ATL, actividades extracurriculares, etc. por vezes, é mais o dinheiro que sai do que aquele que entra. Tendo em conta esta realidade, acrescida do desgaste físico e psicológico que gerir uma casa, filhos e um emprego gera, são cada vez mais os casais que optam por prescindir de um ordenado.

Outro aspeto a ter em conta é a importância do acompanhamento do crescimento dos filhos, onde diversos estudos referem a importância da atenção, carinho e disciplina no saudável desenvolvimento do ser humano. E como mãe sabe e sente a enorme paciência necessária para as brincadeiras, perguntas, birras e disparates dos adultos em vias de desenvolvimento. Assim, podemos estar a investir num futuro melhor para os filhos, e em termos mais amplos para a sociedade. E, desta forma, primemos por lhes dar atenção, amor e disciplina de forma continuada e não a correr depois de um dia extenuante de trabalho e trânsito ou antes da corrida para os colocar a tempo e horas no infantário e seguir para o emprego.



Acrescente-se a isso uma reviravolta na escala de valores da sociedade. Num editorial recente do Jornal I (http://www.ionline.pt/portugal/agora-algo-radicalmente-diferente-melhor-trabalhar-so-21-horas), aparece referenciado um grupo de reflexão que nos alerta para um fato curioso: num futuro a médio, longo prazo, fala-se que não haverá trabalho suficiente para todos e assim a importância de se reduzirem das atuais 40 horas de trabalho para 21. O planeta também já não terá recursos por muito mais tempo para sustentar todas as solicitações de consumo, sendo importante confecionar as refeições ou arranjar roupa, em vez simplesmente de adquirir comida feita ou vestuário novo. E assim a queixa: “não tenho tempo”, poderá ser coisa do passado.

A pressão que sente para voltar a trabalhar tem mais do que contra-argumentos para se manter dedicada à casa e à família, mas… ficam-me algumas dúvidas: sente necessidade da realização profissional associada a um trabalho fora de casa? E quando os filhos crescerem e se tornarem autónomos, poderá acontecer sentir um vazio de existência, uma vez que se dedicou à casa e aos filhotes. Estará preparada para isso?

A resposta genuína a estas questões poderão esclarece-la quanto ao melhor caminho a seguir para já e no futuro.

Alguns de nós poderão sentir grande satisfação em manter uma família feliz, organizada e harmoniosa; outros sentem que só realizando o seu potencial no mundo do trabalho poderão sentir-se mais felizes, outros ainda sentem que terão de harmonizar estas duas necessidades nas suas vidas. Quando coloca estas questões a si própria, o que sente?

Votos de boa reflexão e melhores decisões!

Ana Caetano
Psicóloga Clínica
www.wix.com/anaecaetano/anacaetano

Fontes:
Texto www.maxima.xl.pt
Imagens: Google images
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