sábado, 8 de janeiro de 2011

Sobreviver a dias cinzentos

"Conviver com emoções sombrias é uma competência e uma arte que se descobre, muitas vezes, em momentos difíceis. ...

A vida é para ser bem vivida. Para o comum dos mortais, o lema traduz-se em cultivar uma disposição alegre e contagiante, fechando os olhos ao impacto das contrariedades, acontecimentos e conflitos pessoais. A tendência popularizou-se de tal modo no estilo de vida ocidental que, ao mínimo desaire, se fica com a impressão de estar perdido, a navegar contra a corrente.

Estados de humor primários como a raiva, a melancolia, a frustração, a ansiedade e o medo, que em circunstâncias legítimas são naturais e até transformadores, tendem a ser vistos como fantasmas a exorcizar, e depressa, para impedir o risco de exclusão social. No limite, corre-se o risco de atrofiar a existência, privando-se de alcançar patamares mais ricos, que nos tornam mais humanos. As emoções perturbadoras não têm de ser as más da fita, sobretudo se permitirem um autoquestionamento saudável e conduzirem a mudanças importantes, em períodos críticos.
 

Sim, mas…
Emoções negativas ao espelho


· Medo? Legítimo, mas não se ate de pés e mãos
· Frustração? É chato e mói, mas precisa agarrar-se a isso?
· Humilhação? Dói, mas ajuda se voltar a assumir riscos
· Raiva? Ok, mas sem a máxima “olho por olho, dente por dente”
· Decepção? Faz parte, mas a capacidade de confiar também.

Recomendações de…
Andreia Moniz, psicóloga na Psicodam
· Sentir emoções negativas é necessário: é um sinal para alterar o comportamento face a uma situação ou pessoa; mau é alimentá-las
· O melhor conselho: é o que vem de dentro, alicerçado numa relação saudável ou terapêutica; ninguém faz o seu percurso sozinho
· Emoções em dia: saber parar diariamente para reflectir, ter um passatempo, amigos confidentes e contacto com a natureza
"


Atenção:Texto retirado do site da Máxima 
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