quarta-feira, 17 de novembro de 2010

FLIRT...

Flirt: ao que parece todos sabemos os passos desta dança erotizada, mas podemos aperfeiçoar a performance.
Por Júlia Serrão
















O flirt em 10 lições
Por Rita Craveiro Gonçalves, sócia-gerente do Espaço Segredos, direccionado para cursos sobre sensualidade e sedução:
1. Não se entregue, mas viva intensamente o momento
2. Não se disponibilize a contar a sua vida. No flirt não há compromissos – o que vem depois, é para depois
3. Invista na linguagem não verbal, nos gestos e no movimento do corpo, certificando-se que explora os mais importantes
4. Dos cinco sentidos, são mais relevantes a visão e o tacto. Por isso seduza-o com o olhar e um toque ousado
5. Aposte no papel de sedutor: é importante saber sê-lo
6. Se começar por ser seduzida, então saiba jogar, retribuindo com entrega e empenho
7. É importante não prever as horas a seguir, mas perceber que o que se vai desenhar para a frente depende desse investimento
8. Para flirtar com nota máxima é preciso estratégia. Monte a sua
9. Certifique-se de que está bem consigo própria. O flirt não é para ganhar miminhos
10. Mantenha a mente aberta, não esteja com romantismos


Quando há meses uma amiga me confessava que o olhar dos outros (e leia-se dos homens) a fazia sentir-se viva, não pude deixar de lhe invejar o despudor com que sintetizava uma necessidade que toda a gente tem, mas que poucos assumem ter: a de ser flirtada. E a de flirtar. Porque nestas coisas não interessa quem toma a iniciativa, a não ser para os ‘caçadores profissionais’ que gostam de estar no comando, mas torna-se mais interessante quando existe reciprocidade, tornando-se um jogo a cada passo mais intenso. Pode demorar horas, até que um dos jogadores ‘denuncie’ o cansaço.


Gostar de flirtar
Madalena admite gostar do flirt. Outros escondem. Também há os que desconhecem o seu poder de flirtar (mas quando o descobrem nada fica como era!). E outros, cujos valores morais não deixam soltar as asas do desejo. Mas, no final, toda a gente flirta. Flirtam os solteiros. E os casados também. E flirtam porque isso faz parte da natureza humana. Afinal, treinamos a sedução desde pequenos, quando tentamos conquistar a mãe e o pai e trazê-los para o nosso lado. É verdade que este tipo de canto e encanto ainda não tem a componente erótica, mas já é sedução. “Flirtamos por uma necessidade que serve para combater as nossas maiores dúvidas em relação a nós próprios”, explica o psicólogo clínico e psicoterapeuta Alexandre Nunes de Albuquerque. Inseguras porque não são suficientemente boas (e/ou reconhecidas) na vida amorosa ou na profissional, muitas pessoas tentam compensar essa falha com uma crescente necessidade de flirtar, esclarece ainda. O homem, pela sua própria natureza, “é mais necessitado de investimentos narcísicos externos, mas em geral todos temos essa necessidade”.


Sinal verde
Por uma questão que se prende directamente com a nossa auto-estima, somos caçadores. E, simultaneamente, presas de um jogo feito de insinuações, de avanços e recuos. Flirtar é um jogo de tapa e destapa, cheio de estratégias de sedução erotizada. “O flirt é seduzir de forma erotizada, se não houver erotização não há flirt.” Apesar de também poder ser exercitado através das palavras, o psicólogo clínico defende que estas “também têm muito peso” – o flirt é uma linguagem essencialmente não verbal. Flirtar é uma dança, está carregada de gestos, olhares intensos e movimentos de corpo. A mulher deixa descobrir o pescoço afastando o cabelo, pestaneja, e levanta levemente a sobrancelha, pode cruzar e descruzar as pernas... às vezes ruboriza. O homem mantém o corpo aberto, exibe a caixa torácica, em posição de ataque. Segundo os cientistas, são tudo formas de dizer ‘estou preparada(o) para um relacionamento físico, estou disponível’. É uma janela de oportunidade que se abre, como defende Perper. “Não é sim, nem não”, explica o cientista norte-americano, mas a possibilidade de ser qualquer coisa sem qualquer tipo de comprometimento. Mas, afinal, o que queremos com o flirt? Jogar apenas, sem consequências? Alimentar a nossa auto-estima? As teorias dividem-se. É claro que toda a gente já ouviu falar dos D. Juan, uma espécie rara de homens viciada em jogos de sedução, a quem interessa apenas o jogo e a sua estratégia.


Objectivo: a cópula “Há personalidades que necessitam de flirtar, e flirtar às vezes é sentirem que ainda são objectos de desejo, provocando ou imaginando que provocam desejo no outro.” Normalmente, o flirt tem sempre um objectivo concreto que é o relacionamento com o outro, com o objecto de sedução, garante Alexandre Nunes de Albuquerque. “Procura uma completude. O flirt tem o objectivo de concluir, ter um resultado. O que depois temos é o peso da ética, da moral, que nos coloca vários níveis de travão.” O flirt começa de uma forma filogenética, segundo o especialista: “Firtamos, vemos eroticamente o outro, para chegar à cópula. É assim com os animais, é assim connosco. É uma coisa física.” Mas como nem sempre conseguimos isso, diz, o flirt acaba por ser uma espécie de teste à nossa fantasia de controlo do ‘objecto’. “Como começa a ser um teste começa a ter um valor narcísico.”
NOTA IMPORTANTE: Texto sacado do blog da Máxima
 
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